quinta-feira, 5 de abril de 2012

JOHANN SEBASTIAN BACH - O MESTRE DA MÚSICA (DVD DUPLO)-Minissérie alemã


A Versátil apresenta, pela primeira vez no Brasil, Johann Sebastian Bach – O Mestre da Música, monumental minissérie alemã sobre a vida e a obra de Johann Sebastian Bach (1685-1750), um dos maiores músicos e compositores de todos os tempos. Este DVD duplo traz a série em sua versão integral com mais de seis horas, além de um ótimo making of.
Dos estudos da juventude à fase final de sua carreira como diretor musical em Leipzig, acompanhe a trajetória de Bach: sua religiosidade luterana, suas relações com outros músicos da época, seus amores e, sobretudo, o processo de criação de suas principais obras-primas, como “Concertos de Brandenburgo”, “A Paixão segundo São Mateus”, “Jesus, alegria dos homens”, entre outras.
Realizado com extremo rigor histórico e excelente reconstituição de época, Johann Sebastian Bach – O Mestre da Música é um espetáculo obrigatório para todos os amantes da música.
TÍTULO: JOHANN SEBASTIAN BACH - O MESTRE DA MÚSICA (DUPLO)

DIRETOR: Lothar Bellag

ARTISTA: Ulrich Thein | Franziska Troegner | Angelika Waller | Ferencs Bacs | Jaroslav Storansk

REGIÃO: 4
IDIOMA: Alemão
PAÍS DE PRODUÇÃO: ALEMANHA | HUNGRIA
LEGENDA: Português
TÍTULO ORIGINAL: JOHANN SEBASTIAN BACH
FORMATO DE TELA: FULLSCREEN 1.33:1
ÁUDIO ORIGINAL: DOLBY DIGITAL 2.0
TEMPO DE DURAÇÃO: 350 MINUTOS
QUANTIDADE DE DISCOS: 2

Assista o filme completo aqui:

PARTE  1\12


PARTE 2 - 1\12
PARTE 3\12

PARTE 4\12
PARTE 5\12

PARTE 7\12
PARTE 8\12
PARTE 9\12
PARTE 10\12
PARTE 11\12
PARTE 12\12



quarta-feira, 4 de abril de 2012

Curso “História e Evolução do Cinema” na Caixa Cultural Rio de Janeiro (17 a 20 de Abril)

Curso “História e Evolução do Cinema” na Caixa Cultural Rio de Janeiro

Vagas limitadas e as inscrições e informações podem ser obtidas pelo e-mail:
cursos@ajato.com.br

O Cinema de Cacá Diegues na Caixa Cultural Rio

detalhe

O Cinema de Cacá Diegues na Caixa Cultural Rio

Mostra homenageia o cineasta brasileiro que completa 50 anos de carreira.


Um dos fundadores do Cinema Novo, ao lado de Glauber Rocha, Cacá Diegues dirigiu ao todo 29 filmes, entre curtas e longas, e em 2012 irá produzir “O Grande Circo Místico”. São 50 anos dedicados à sétima arte e mais de 20 Prêmios na carreira. A mostra “Cacá Diegues – Cineasta do Brasil”, além de exibir os filmes dirigidos por ele, irá apresentar outros produzidos ou cujos roteiros foram assinados por Diegues.

O evento inclui em sua programação três mesas de debate com o objetivo de discutir e conhecer um pouco mais sobre o cineasta. A primeira será com o próprio homenageado. A segunda, composta por duas gerações do cinema brasileiro: Lucy Barreto e os jovens cineastas Wagner Novais, Rodrigo Felha, Cacau Amaral, Luciano Vidigal, Cadu Barcellos, Luciana Bezerra e Manaíra Carneiro (todos de “5X Favela – Agora por nós mesmos”). E a terceira, por três atores símbolo do cinema de Diegues: Antônio Pitanga, José Wilker e Zezé Motta.

Um curso ministrado pela curadora da mostra, Silvia Oroz, propõe fazer uma relação da obra de Cacá Diegues com a história do cinema brasileiro; contextualizando cada filme com o momento vivido pelo cinema no Brasil.

Serviço:

Mostra “Cacá Diegues – Cineasta do Brasil”

Local: Caixa Cultural do Rio de Janeiro – Cinemas 1 e 2 - Avenida Almirante Barroso, 25 – Centro - Tel. 2544-4080
De 03 a 15 de abril

Ingressos: R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia)
Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 10h às 20h
Capacidade: 85 lugares
Classificação: Verificar classificação etária de cada filme
Acesso para pessoas com deficiência

Consultar a programação de cada dia no site da mostra: www.mostracacadiegues.com.br
Programação completa: www.caixa.gov.br/caixacultural
 
Informações extraídas do link:
 

PROGRAMA CASÉ, o que a gente não inventa, não existe. Documentário sobre a história do rádio e a MPB



A história do rádio e sua ligação com a música popular brasileira por meio da trajetória de Adhemar Casé (avô de Regina Casé), responsável pelo primeiro programa comercial do país, em 1932. O pernambucano Casé abriu os caminhos do showbiz nacional com seu programa dominical. O próprio Casé é o narrador, guiando o espectador pela década de 1930 - quando inventou o primeiro jingle, o contrato de exclusividade e transmitiu a primeira novela -, até os primeiros passos da TV nos anos 1950.

Direção: Estevão Chiavatta.
Biscoito Fino
Duração: 78 minutos
Ano: 2009.

Confira o trailer




O Fazendeiro do ar, 1972. Direção: Fernando Sabino, Documentário sobre Drummond de Andrade


Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) é o protagonista do curta-metragem Fazendeiro do Ar. Lançado em 1972, o curta marca a aventura de Fernando Sabino no cinema. Cenas raras mostram o poeta mineiro à vontade, refletindo sobre aspectos de sua própria vida, crenças, vocação, talento, família, religião, política, distante da timidez que costuma acompanhar grandes poetas.

O Fazendeiro do Ar explora a rotina do poeta, o caminhar no meio da multidão, o prosaico passageiro de ônibus, que vai de sua casa até o centro da cidade onde trabalhava como servidor público. Entre fatos de sua história, e sua paixão pelas palavras, o poeta brinca de esconder entre as pilastras do Ministério da Educação – onde foi chefe de gabinete do ministro Gustavo Capanema.

E sobre trabalhar como funcionário público, o poeta que define ador como inevitável, e o sofrimento como opcional, desabafa: "Há um grande contraste entre as minhas tendências naturais e a vida que eu levei de pequeno burguês acomodado e calmo. Foi o sentimentalismo familiar, a ligação com amigos mais ponderados e a necessidade de ganhar a vida que fizeram com que eu fosse, não um anarquista militante, mas um funcionário público."




Embora o filme descreva pessoalidades de Drummond, que por si já torna a trabalho de Sabino bastante interessante, o curta, sobretudo, ganha o espectador quando explora a paixão de um dos maiores poetas brasileiro pela palavra.
“Eu confesso que desde criança tive uma espécie de fascinação inconsciente pela palavra, pela forma visual da palavra. O aspecto visual das palavras, a forma, a escrita, o papel com desenhos, com riscos, com letras me causava uma impressão muito forte. E eu acho que tudo que eu fiz, em matéria de literatura, vem desse primeiro contato com a palavra impressa”.

CONVERSAS COM KAFKA. Autor: Gustav Janouch (literatura tcheca\alemã)

Conversas Com Kafka

Conversas com Kafka é um documento literário e humano de grande importância para a reinterpretação do revolucionário autor. O tímido escritor Gustav Janouch, então com 17 anos, conheceu Franz Kafka em 1920, quando este estava com 37 anos. Durante quatro anos eles formaram uma parceira no melhor estilo “mestre e discípulo”. Os detalhes quase cotidianos dessa relação foram registrados na obra Conversas com Kafka.

As conversas entre Gustav Janouch e Franz Kafka giravam em torno dos assuntos mais diversos, desde os temas literários, filosóficos e religiosos, até as questões estritamente pessoais. O período em que se desenvolveu o livro é o da atormentada relação de Kafka com Milena Jesenská Polak, a quem ele só se referia indiretamente.

TÍTULO: CONVERSAS COM KAFKA
TÍTULO ORIGINAL: GESPRACHE MIT KAFKA
IDIOMA: Português
ENCADERNAÇÃO: Brochura
FORMATO: 14 x 21
PÁGINAS: 240
ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 1986
ANO DE EDIÇÃO: 2008
EDIÇÃO: 1ª
AUTOR: Gustav Janouch

TRADUTOR: Celina Luz

Conversas com Kafka não é uma obra de crítica ou de historiador da literatura, como Bernard Lortholary afirma no prefácio. O que Gustav Janouch faz é um “simples testemunho sobre o “Doutor Franz Kafka” com quem teve, em 1920, a oportunidade de se encontrar e conviver... imediatamente fascinado pelo autor de A Metamorfose, ele descobre mais do que um escritor: um mestre do pensar e mesmo do viver, do qual registra devotamente os propósitos”.

domingo, 1 de abril de 2012

Sadomusicistas: Quando a sensualidade, profissionalidade e teatralidade se misturam.

Uma pessoa que tenha rido com gosto ao menos uma vez na vida não pode ser irremediavelmente toda ruim. Thomas Carlyle




         A primeira vez que eu vi esse nome "SADOMUSICISTAS" foi através de um post postado pela professora. Dra. Mirna Rubim (UNIRIO) no fluxo noticiário do facebook. Fiquei super curioso e fiquei possesso de curiosidade e prazer. Esse grupo de mulheres quentes musicalmente, vem nos mostrando que o percurso que um artista precisa percorrer para atingir o cume do Everest artístico, também é marcado por momentos de dores e de nãos, no entanto, sempre há de momentos de prazer seguido de delírios de júbilo. Quantos de nós ao sonharmos alcançar alguns objetivos na carreira, levamos tocos e batemos com a cara no paredão das burocracias da existência? Adélia Prado foi sábia ao dizer que a vida também é um soco no estômago. Quantos de nós já pensamos em desistir diante do primeiro NÃO que nos desestruturou pela raíz nos tornando indefesos temporariamente? Muitos artistas talentosos morreram pelas ciladas\armadilhas castrativas da existência, porém, muitos talentosos desafiaram a força da gravidade e ousaram a cair para cima, pois a sensibilidade da alma e a engrenagem da sustentabilidade dos sonhos potencializaram o espírito quebrantado, pois o poder do Sagrado (Deus) se aperfeiçoa nas fraquezas. Nas guaritas mais secretas do artista, ouve-se a divina voz: “A máquina de sofrer é uma peça de uma máquina que não pára de gozar consigo mesmo". (Gilles Deleuze e Félix Guattari).
          O filósofo, Prof. Dr. Oswaldo Giacóia, ao fazer um paralelo entre Nietzsche e Sade, acentua que o desejo e o prazer sádicos não podem encontrar satisfação senão no movimento perpétuo em que se consuma, pela destruição, o gozo como esgotamento e fruição total do objeto, destruição cujo o efeito principal é a potencialização do desejo e da necessidade de nova fruição, reproduzindo indefinidamente o movimento, numa espiral ascendente de prazer, dor e destruição. O desejo e o prazer sádicos não podem encontrar um limite de satisfação, porque a intensificação ao infinito é a lei interna de sua reprodução.
          Sade compreendia a vida como potência infinita de criação e Nietzsche vai pensar a vida, como um conjunto da natureza não-pacificada e não-acomodável às necessidades, porque ela é um campo de guerra e desequilíbrio de forças. A natureza como vida, não é mesquinha em suas formas, mas perdulária e dissipadora de suas criações. Aproximar Sade e Nietzsche nos instiga à fazermos menção do significado das festas culturais em honra de Dionysos e das bacanais. Nietzsche escreveu:“A Psicologia do Orgiástico como um exuberante sentimento de vida e força, no interior do qual mesmo a dor atua ainda como estimulante dando-nos a chave para o conceito do sentimento do trágico. O que o heleno garantia a si mesmo nesses mistérios? A vida eterna, o eterno retorno da vida, o triunfante sim à vida, para além da morte e mudança; a verdadeira vida como sobrevivência coletiva pela geração, pelos mistérios da sexualidade. Para os gregos, o símbolo sexual era símbolo venerável em si, o verdadeiro sentido profundo dentro de toda religiosidade antiga. Na doutrina dos mistérios a dor é declarada santa.
          Tal glorificação do sofrimento como condição de vida, implica uma reconceituação do prazer, que permite aproximar Nietzsche e Sade. “O sentido do prazer está precisamente na insatisfação da vontade, em que, sem limites e resistência, ela não está ainda suficiente satisfeita. A insatisfação normal de nossos impulsos, por exemplo, da fome, do impulso sexual, do impulso de movimento, não contém em si nada de depressivo; ela atua como estimulante sobre o sentido da vida, assim como fortalece todo ritmo de pequenos estímulos dolorosos. Essa insatisfação, ao invés de aborrecer a vida, é o maior estimulante da vida (Nietzsche)”.
          Percebe-se, assim que, que a teatralidade das Sadomusicistas nos diz claramente que  o prazer não apenas não exclui a experiência da dor e do sofrimento, como também exige sua intensificação. A escalada do prazer é tanto maior quanto mais intenso é o ritmo das pequenas estimulações dolorosas, o que significa que o movimento do prazer descreve uma trajetória infinita de intensificação da dor como sua condição de possibilidade.
          O grupo As Sadomusicistas nos mostra a vida como ela é sem rodeios e camuflagens, atiçando nossos desejos sonoros através das excitações e co-excitações musicais e visuais, pois no jogo combinativo de corpos altissonantes, a força do erotismo artistico eleva nossa sensibilidade auditiva\afetiva\reflexiva\analítica\libidinal à enésima potencia através do riso e dos júbilos. O legal de tudo é que em cada concerto, há um mover de corpos,  um alvoroçar de risos, pois As Sadomusicistas são isso: máquina propulsora de risos reflexivos. Elas desenham de forma cômica muitos problemas do nosso tempo, pois o "caricaturista é o demônio que eleva, que expande tudo o que Deus insinuou querer fazer”. (Henri Bergson – livro O RISO)
Acreditem....mas há quem diga que essa fotografia é uma louvação a arte do exagero...É preciso exagerar para que algumas bestas (sem tesão e sem coração) nao durmam ....


BIBLIOGRAFIA 

GIACÓIA, Osvaldo Júnior. Labirintos da Alma. Nietzsche e a auto-supressão da moral. Campinas: UNICAMP, 1997.

DELEUZE, Gilles. Sacher-Masoch: O frio e o cruel. Tradução: Júlio Castañon Guimarães. Rio de Janeiro: Zahar, 2009.

DELEUZE, Gilles. Sacher-Masoch: O frio e o cruel. Tradução: Júlio Castañon Guimarães. Rio de Janeiro: Zahar, 2009.


DELEUZE, Gilles; GUATARRI, Felix. Kafka. Por uma literatura menor. Rio de Janeiro: Imago, 1977.



 
BERGSON, Henri. O Riso: Ensaio sobre a significação do cômico. Rio de Janeiro: Zahar, 1983