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segunda-feira, 19 de março de 2012

Livro - (Biografia) - CERVANTES, Autor: Jean Canavaggio + comentário de um expert em Dom Quixote (video)

"Eu sou eu porque o meu cachorrinho me conhece"...Gertrude Stein...
O prof. Gilvan Fogel (expert em Nietzsche \ Heidegger e literatura) deu idéia sobre a possibilidade de futuramente criar um grupo de estudo ou disciplina com esse tema abaixo no IFCS-UFRJ (depto de filosofia).
O título que ele sugeriu foi:
HEGEL + HISTÓRIA DA FILOSOFIA + DOM QUIXOTE DE CERVANTES.
Segundo Hegel, o filósofo é o cavalheiro da razão - cavalheiro da verdade.
Dom Quixote na primeira surra que levou e caiu, levanta e diz: "EU SEI QUEM SOU".
Segue essa excelente biografia sobre o Miguel de Cervantes

Livro: Cervantes

Há mais de 250 anos, pesquisadores do mundo todo se dedicam a decifrar a existência de Miguel de Cervantes. Várias gerações de estudiosos vêm somando seus esforços, retrabalhando as hipóteses anteriores e buscando preencher suas lacunas e obscuridades com novos dados e interpretações para oferecer sua própria versão do autor de D. Quixote. Tarefa nada fácil, pois trata-se de uma vida repleta de aventuras e cercada de mistérios. Como soldado, participou da grande batalha naval de Lepanto, onde perdeu a mão esquerda; foi cativo durante cinco anos em Argel, de onde tentou fugir repetidas vezes, e também esteve na prisão de Sevilha, verdadeiro Carandiru do século XVII. Além disso, muitos episódios de sua vida são controversos: suas origens, talvez judaicas; a simpatia pelo mundo islâmico; sua atividade como espião; seus amores e desamores; as rixas e alianças nos meios literário, político e religioso. E, mais recentemente, a suspeita sobre suas inclinações sexuais. Em suma, um solo fértil para o florescimento de um sem- fim de lendas e mitos que, ao longo dos séculos, se misturam e emaranham ao fatos documentados e à sua própria obra literária.




TÍTULO: CERVANTES
TÍTULO ORIGINAL: CERVANTES
IDIOMA: Português
ENCADERNAÇÃO: Brochura
FORMATO: 16 x 23
PÁGINAS: 381
ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 1986
ANO DE EDIÇÃO: 2005

Editora 34
EDIÇÃO:
AUTOR:
Jean Canavaggio

TRADUTOR: Rubia Prates Goldoni





Dom Quixote - Entrelinhas 18/09/2011 
Dom Quixote no quadro ?Por que ler os clássicos?? em que escritores e críticos apresentam de modo didático, mas sem prejuízo da profundidade, as maiores obras da literatura universal ? destaca Dom Quixote, de Miguel de Cervantes.



Livro - (Biografia) - CERVANTES, Autor: Jean Canavaggio + comentário de um expert em Dom Quixote (video)

Eu sou eu porque o meu cachorrinho me conhece...Gertrude Stein...
O prof. Gilvan Fogel (expert em Nietzsche \ Heidegger e literatura) deu idéia sobre a possibilidade de futuramente criar um grupo de estudo ou disciplina com esse tema abaixo...
HEGEL + HISTÓRIA DA FILOSOFIA + DOM QUIXOTE DE CERVANTES.
Segundo Hegel, o filósofo é o cavalheiro da razão - cavalheiro da verdade.
Dom Quixote na primeira surra que levou e caiu, levanta e diz: "EU SEI QUEM SOU".
Segue essa excelente biografia sobre o Miguel de Cervantes

Livro: Cervantes

Há mais de 250 anos, pesquisadores do mundo todo se dedicam a decifrar a existência de Miguel de Cervantes. Várias gerações de estudiosos vêm somando seus esforços, retrabalhando as hipóteses anteriores e buscando preencher suas lacunas e obscuridades com novos dados e interpretações para oferecer sua própria versão do autor de D. Quixote. Tarefa nada fácil, pois trata-se de uma vida repleta de aventuras e cercada de mistérios. Como soldado, participou da grande batalha naval de Lepanto, onde perdeu a mão esquerda; foi cativo durante cinco anos em Argel, de onde tentou fugir repetidas vezes, e também esteve na prisão de Sevilha, verdadeiro Carandiru do século XVII. Além disso, muitos episódios de sua vida são controversos: suas origens, talvez judaicas; a simpatia pelo mundo islâmico; sua atividade como espião; seus amores e desamores; as rixas e alianças nos meios literário, político e religioso. E, mais recentemente, a suspeita sobre suas inclinações sexuais. Em suma, um solo fértil para o florescimento de um sem- fim de lendas e mitos que, ao longo dos séculos, se misturam e emaranham ao fatos documentados e à sua própria obra literária.



TÍTULO: CERVANTES
TÍTULO ORIGINAL: CERVANTES
IDIOMA: Português
ENCADERNAÇÃO: Brochura
FORMATO: 16 x 23
PÁGINAS: 381
ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 1986
ANO DE EDIÇÃO: 2005

Editora 34
EDIÇÃO:
AUTOR:
Jean Canavaggio

TRADUTOR: Rubia Prates Goldoni




Dom Quixote - Entrelinhas 18/09/2011 
Dom Quixote no quadro ?Por que ler os clássicos?? em que escritores e críticos apresentam de modo didático, mas sem prejuízo da profundidade, as maiores obras da literatura universal ? destaca Dom Quixote, de Miguel de Cervantes.



quinta-feira, 15 de março de 2012

Proust e a simultaneidade dos tempos


Este texto é fruto das aulas assistidas durante o curso “A interpretação deleuzeana de Proust” ministrada pelo Prof. Dr. Roberto Machado no IFCS. Disciplina da Pós Graduação em Filosofia, UFRJ, 1º Semestre de 2009

Proust e a simultaneidade dos tempos

     Unir duas frases diferentes através de uma metáfora essa é a proposta proustiana. Isso é possível unindo dois termos de qualidade comum através de uma metáfora. Proust pensa a metáfora como metamorfose, sendo que a metáfora critica o realismo porque para ele, o realismo é incapaz de dar conta da realidade; no realismo há a impossibilidade de dar conta do tempo.

     A impressão sensível está ligada à metáfora e na metáfora há o privilégio da relação, relações entre sensações e lendas. O que chamamos de realidade é a relação entre sensações e lembranças que nos envolvem simultaneamente. A sucessão é empírica, no entanto, a simultaneidade do tempo passado, presente e futuro, não é. Bergson fala do tempo puro que Proust valoriza devido à possibilidade de haver dois tempos diferentes atuando simultaneamente, dando a idéia de co-eternidade, com a existência do passado, presente e futuro. Espinosa adquiriu a eternidade no tempo e Deleuze aproveitou bem isso.

     Como expressar as impressões num tempo acronológico? Escapar do tempo cronológico para o simultâneo é a ambição proustiana porque o tempo puro é interessante para o escritor porque escrever é relacionar aspectos da realidade. Proust quer escapar das contingências do tempo, do tempo empírico. A música é uma arte capaz de dialogar com o tempo puro, pois ela traz a dimensão da profundidade, escapando da aparência, da representação, do fenômeno. Para Proust adora a idéia de metáfora como metamorfose aliada à idéia de metáfora como relação, até porque, o tempo é uma figura de linguagem. A metáfora abarca a concepção de substituição, de relação de semelhanças de tradução, que implica em transportar de um lado para o outro. Em termos aristotélicos, fazer bem as metáforas é fazer as relações de semelhança. Aristóteles em seu livro “Poética” fala de metáfora como idéia de transposição e analogia.

     Na metáfora é importante a relação entre um lugar e um produto, sendo que, ela se constitui numa noção muito importante para Proust. Ele escreveu um artigo sobre Flaubert chamado “O Eterno e o Perfeito” no qual, ele diz crer que só a metáfora pode dar ao estilo uma espécie de eternidade. Proust ainda fez uma crítica à Flaubert dizendo que ele jamais construiu uma bela metáfora. Proust defende a literatura como criação de metáfora, aliás, existe um livro chamado “Vida como Literatura” de um filósofo americano.  Metáfora é relação e em Proust há a relação entre a literatura e a sua vida.

     Deleuze fala que o signo sensível é o signo da vida e que a natureza é dada pela impressão sensível. Winckelmann defende que os gregos viveram a natureza com mais intensidade e que Aristóteles era alguém que insistia na natureza. O artista chega aonde à natureza foi incapaz de chegar; ele vai além da natureza. O grande escritor é o inesgotável, pois ele diz o indizível e como novo escritor, ele faz relações diferentes estabelecendo as relações, que a gente não gosta e que a gente não entende, porque relaciona os mesmos objetos de maneira diferentes. Proust é um teórico, escritor do novo e está relacionado à idéia de gênio que dá a luz ao novo, ao que é diferente.

     A vida é relação e a arte é relação e geralmente é relação entre tempos diferentes. Deleuze fala de homologia estrutural que trabalha com semelhança de estruturas entre a memória involuntária e a metáfora literária. O projeto literário é voluntário, no entanto, a memória involuntária é obra do acaso. A verdadeira arte é metafórica e as metáforas são reminiscências da arte garante Deleuze. A literatura é expressão, tradução de um estímulo que relaciona. Há um teórico húngaro ligado à escola de Frankfurt que compara Walter Benjamin com Marcel Proust ao dizer que na metáfora duas coisas distintas perdem a sua identidade consigo devido uma analogia feita pelo poeta. A metáfora deve elevar o homem acima da temporalidade, acima do tempo sucessivo, tempo empírico. A metáfora deve descobrir o tempo puro, inclusive, Proust é um pensador da imanência e não da transcendência.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Deleuze e o Cinema, autor: Jorge Vasconcelos, FILOSOFIA E TEORIA DO CINEMA

 Jorge Vasconcelos foi meu professor de Estética I quando eu cursava a minha graduação em Licenciatura em Música pela Escola de Música da UFRJ. Desde a graduação que eu saquei que o Campus de filosofia do IFCS era um local que caia maná filosófico\cinematográfico semanalmente, por isso, desde 2005 que eu frequento aquele espaço que me estimula a uma prazerosa e instigante GINÁSTICA INTELECTUAL pela força de Nietzsche, Heidegger, Deleuze,  Foucault, Proust, Hegel, Kant, Espinoza, Leibnis, Bergson e afins.




O cinema como nova forma de pensamento, esse é um dos principais temas do livro de Jorge Vasconcellos, que analisa e celebra o encontro de um dos mais brilhantes filósofos contemporâneos, Gilles Deleuze, com o pensamento cinematográfico. Ao conduzir o leitor com firmeza pela 'cartografia ampliada das imagens e signos cinematográficos' proposta por Deleuze, o autor analisa os conceitos centrais de imagem-movimento e imagem-tempo, a crise do cinema narrativo clássico e a eclosão de um pensamento diferencial, com o cinema moderno. Aponta as novas questões sobre montagem e narratividade, partilhando o entusiasmo do filósofo por cineastas-pensadores como Einstein, Hitchcock, Orson Welles, Allain Resnais e Jean-Luc Godard, entre outros. Partindo da proposta deleuziana de extrair um pensamento do cinema, o livro introduz o leitor a uma nova teoria cinematográfica e ao pensamento do próprio Deleuze (a noção de diferença, a relação da filosofia com a arte, os paradoxos do tempo) e elucida seu diálogo com outros filósofos, a imagem em Bergson, o signo em Pierce, o tempo em Kant. 'Deleuze e o cinema' é um livro para filósofos, cineastas, cinéfilos, pensadores e para qualquer um que busque experimentar o devir-cinema do pensamento.

Deleuze e o Cinema - Jorge Vasconcellos
EDITORA: CIÊNCIA MODERNA
240 páginas
ANO: 2006

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Nietzsche para Estressados, livro de Allan Percy



Sinopse

 
Nietzsche para Estressados: 99 Doses de Filosofia para Despertar a Mente e Combater as Preocupações é um manual inteligente e estimulante que reúne 99 máximas do gênio alemão e sua aplicação a várias situações do dia a dia. A sabedoria de Nietzsche é de grande utilidade na busca de uma solução para uma série de problemas, tanto na vida pessoal quanto na profissional. Este breve curso de filosofia cotidiana foi criado por Allan Percy para nos auxiliar nos momentos em que precisamos tomar decisões, recuperar o ânimo, encontrar o caminho certo e relativizar a importância dos fatos da vida. É indicado para quem procura inspiração no pensamento filosófico mais influente da era moderna para combater as angústias e os medos dos dias de hoje. Cada capítulo é iniciado por um aforismo do mestre, seguido de uma interpretação atual. Muitas vezes, sua sabedoria é associada às ideias de outros autores renomados, enriquecendo ainda mais o assunto.

O legado de Nietzsche induz à reflexão e oferece uma forma mais inovadora de superar as dificuldades. Conheça algumas de suas frases marcantes:

- O que não nos mata nos fortalece
- O destino dos seres humanos é feito de momentos felizes e não de épocas felizes
- Quem tem uma razão de viver é capaz de suportar qualquer coisa
- O reino dos céus é uma condição do coração e não algo que cai na terra ou que surge depois da morte
- Não há razão para buscar o sofrimento, mas, se ele surgir em sua vida, não tenha medo: encare-o de frente e com a cabeça erguida
- Os maiores êxitos não são os que fazem mais ruído e sim nossas horas mais silenciosas