terça-feira, 13 de agosto de 2013

Mostra de Filmes do Azerbaijão (CCBB Rio 14 a 19 de agosto 2013)...



http://www.riomaisbarato.com.br/eventos/mostra-de-filmes-do-azerbaijao/

Mostra inédita no Brasil que reúne sete longas-metragens antigos e contemporâneos do Azerbaijão. As obras selecionadas foram premiadas em festivais internacionais e enfatizam a diversidade e percepção criativa daquele país. Além da programação de filmes, a mostra promoverá palestra do embaixador do Azerbaijão no Brasil, seguida de debate sobre o cinema azerbaijanês.
Curadoria: Embaixada do Azerbaijão.
Programação
>> 14 de agosto
16h30 – Buta
18h30 – Não essa, então aquela
20h30 – Intenção
>> 15 de agosto
17h30 – Refém
19h30 – Debate com o Embaixador
>> 16 de agosto
16h30 – Criatura Sagrada
18h30 – Refém
20h30 – Buta
>> 17 de agosto
16h30 – Não essa, então aquela
18h30 – Criatura Sagrada
20h30 – 40ª Porta
>> 18 de agosto
16h30 – A Delegacia
19h00 – Intenção
>> 19 de agosto
17h30 – 40ª Porta
19h30 – A Delegacia
Evento
Mostra de Filmes do Azerbaijão
Data de início:
Agosto 14, 2013
Data Final:
Agosto 19, 2013
Preço:
R$ 6/ R$ 3
Categorias:
, ,, , 
Bairro(s)
Centro
CENTRO

GINZBURG, Carlo. Nenhuma ilha é uma ilha. Quatro visões da literatura inglesa.



GINZBURG, Carlo. Nenhuma ilha é uma ilha. Quatro visões da literatura inglesa. São Paulo: Cia. das Letras Autor: Carlo Ginzburg (historiador)
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-24782006000300016

http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=11692

Nas margens do trabalho intelectual, o pesquisador volta e meia topa com detalhes, sinais ou achados que provêm mais do "acaso que da curiosidade deliberada" (como se lê na introdução de Nenhuma ilha é uma ilha), muitas vezes relegados ao segundo plano e até desprezados em favor dos temas consagrados. Nas mãos de Carlo Ginzburg esses elementos "menores" são o motor de uma fina reflexão sobre a formação da literatura e da identidade nacional na Inglaterra. Nesses belos ensaios, Ginzburg está preocupado em entender o peculiar regime de trocas literárias e culturais entre as ilhas britânicas e o continente europeu. Para isso, cruza o canal da Mancha para investigar a influência de Montaigne nas polêmicas poéticas elisabetanas; esmiúça os possíveis vínculos entre o Tristram Shandy de Sterne e as idéias de Pierre Bayle; navega entre os arquipélagos do Pacífico na companhia do escritor Robert Louis Stevenson e do etnógrafo Bronislaw Malinowski; zarpa da pátria de Thomas More rumo à ilha imaginária de Utopia - sempre dando prova de absoluto domínio da arte do ensaio e de um raro entusiasmo pelo trabalho intelectual.

Balzac e a Costureirinha Chinesa (FILMAÇO)


TRAILER



No fim da década de 60, o líder chinês Mao Tse-Tung lança uma campanha que mudaria radicalmente a vida do país: a Revolução Cultural que, entre outras medidas drásticas, expurgou das bibliotecas obras consideradas como símbolo da decadência ocidental. Mas, mesmo sob a opressão do Exército Vermelho, uma outra revolução explode na vida de três adolescentes chineses quando, ao abrirem uma velha e empoeirada mala, eles têm as suas vidas invadidas por Balzac, Dumas, Flaubert, Baudelaire, Rousseau, Dostoievski, Dickens...

Balzac e a Costureirinha Chinesa é uma crônica da vida na China durante a revolução de 68. Um romance sobre a felicidade da descoberta da literatura, a liberdade adquirida através dos livros e a fome insaciável de ler numa época em que as universidades foram fechadas e os jovens intelectuais mandados ao campo para serem "reeducados por camponeses pobres". Entre os que tiveram de abandonar as cidades está o narrador de BALZAC E A COSTUREIRINHA CHINESA e seu melhor amigo, Luo. O destino deles é uma aldeia escondida no topo de uma montanha. A vida não é fácil para a dupla, mas com muita coragem, senso de humor, uma forte imaginação e a companhia da Costureirinha - a menina mais bela da região - o tempo vai passando. Até que descobrem a mala repleta de livros banidos pela Revolução Cultural. As obras, sobretudo Ursule Mirouët, de Balzac, desnudam aos adolescentes uma realidade que nunca haviam imaginado - é por intermédio do mundo novo além das fronteiras chinesas e dos grandes mestrres da literatura que o narrador, Luo e a Costureirinha compreendem que suas vidas pertencem a algo muito maior.

Havanna: die neue Kunst Ruinen zu bauen (film\documentary)..cinema alemão




TRAILER.

Quelle (Fonte) :
http://de.wikipedia.org/wiki/Havanna_%E2%80%93_Die_neue_Kunst,_Ruinen_zu_bauen

Havanna – Die neue Kunst, Ruinen zu bauen (Originaltitel: Habana – Arte nuevo de hacer ruinas) ist ein deutscherDokumentarfilm von Regisseur Florian Borchmeyer und Produzent Matthias Hentschler aus dem Jahr 2006.
Havanna, Hauptstadt der revolutionären Republik Kuba. Die Schönheit der Stadt ist geprägt von der Poetik der Ruine. Wenig poetisch ist die Ruine Havanna für diejenigen, die sie bewohnen. Hauseinstürze mit Toten stehen auf der Tagesordnung. Für die Bewohner ist der Verfall der Stadt und ihrer Wohnhäuser eine ständige Quelle des Schmerzes und der Schuldgefühle.
Der Film porträtiert fünf Personen aus Havanna, die in Gebäuden in verschiedenen Stadien des Einsturzes wohnen. Sie alle versuchen, aus einer Existenz zu fliehen, die durch das Wohnen in einer Ruine selbst zur Ruine zu werden droht. Klempner Totico flüchtet sich aus dem lärmenden Inferno seiner Mietskaserne im Zentrum Havannas zu den Tauben auf der Dachterrasse. Der Obdachlose Reinaldo hat in den Trümmern eines Theaters Unterschlupf gefunden, in dem einstmals Caruso vor der High Society sang. Die frühere Millionärsgattin Misleidys läßt den goldenen Käfig ihrer Ehe hinter sich, um im Schutthaufen eines ehemaligen Luxushotels vergangenen Zeiten nachzuträumen. Der enteignete Großgrundbesitzer Nicanor kämpft gegen den Verfall seines Vaterhauses, um zumindest im Kleinen so zu leben, als habe die sozialistische Revolution nicht stattgefunden. Schriftsteller Ponte baut sich eine Philosophie der Ruine und macht sich so den allmählichen Einsturz der Stadt und des politischen Systems erklärbar und ertragbar.
Havanna – Die neue Kunst, Ruinen zu bauen erzählt die Geschichten von Menschen, die jeden Tag darauf warten, daß ihnen das Dach über dem Kopf zusammenstürzt und dennoch nicht ausziehen wollen. Andernorts wären ihre Wohnstätten längst renoviert, in Museen umgewandelt oder abgerissen worden. In Havanna dagegen sind die Ruinen belebt – dabei aber auch, wie die Bewohner resigniert feststellen müssen, die Leben ruiniert.
Kritiken[Bearbeiten]
„Borchmeyers Film zeigt Havanna als Stadt in Ruinen, zerbröckelnde Bauten der überwundenen Bürgerlichkeit, in der das Volk der sozialistischen Ära mehr schlecht als recht sich einzurichten und zu überleben versuchen. immer in Gefahr, bei einem Einsturz verletzt, von Trümmern begraben zu werden. Das Ganze wird in einem Feld zwischen ernster Sozialkritik und kulturästhetischer Ironie abgehandelt, in Bildern, die den Zauber der Stadt einfangen.“
– Fritz Göttler: Süddeutsche Zeitung
„Resignativ und ziemlich romantisch tönen die Ruinenbewohner, die Florian Borchmeyer in seinem Dokumentarfilm […] versammelt und die nun, stets druckreif und meist im Off sowie zu Verfallsbildern von geradezu schmerzhafter Poesie, ihre weltentrückten Philosopheme formulieren … immer wieder zärtlich und langsam gleitet der Blick […] an den Fassaden herab, schweift über die Stadt, berauscht sich an der morbiden Poesie spätklassizistischer Fensterrahmenruinen vor traumblauen Tropenhimmel.“
– Jan Schulz-Ojala: Tagesspiegel
„Die Filmemacher erforschen die verborgenen Winkel der cubanischen Hauptstadt. Eine Metapher der politischen, sozialen und wirtschaftlichen Situation des Landes.“
– El País
„Angesichts dieser Konstellation, die uns eine Menge Kuba-Klischees eingetragen hat, wollten Florian Borchmeyer […] und Matthias Hentschler […] ein anderes Havanna zeigen. Ihr Dokumentarfilm […], den das Internationale Filmfestival von Havanna wegen angeblich mangelnder Qualität wieder auslud und der kurz darauf den Bayerischen Filmpreis erhielt, beobachtet eine Handvoll Menschen beim Wohnen. Und das reicht. Denn die einsturzgefährdeten Altstadthäuser, die abbruchreifen Wohnsilos, die moderigen Theater und Paläste beherbergen Überlebenskünstler, die in einer Geheimwelt zu existieren scheinen und doch das alltägliche Havanna sind.“
– Paul Ingendaay: FAZ, 30. März 2007
„Die vermeintliche Zensur ist ein lächerliches Hirngespinst. Dieser Film erfüllt nicht einmal die mindesten Qualitätsmaßstäbe, um bei einem Festival gezeigt zu werden.“
– Pedro de la Hoz: Granma, Havanna
Auszeichnungen[Bearbeiten]
·         2006: Bayerischer Filmpreis in der Kategorie Dokumentarfilm
·         2008: Medienpreis „Menschenrechte Kuba“ der Internationalen Gesellschaft für Menschenrechte (2. Preis)
Weblinks[Bearbeiten]
·         Webarchiv vom 20. August 2007 der eingelagerten Webseite: Offizielle Webseite
·         Filmtitel 2006
·         Dokumentarfilm
·         Havanna


sábado, 10 de agosto de 2013

Sentimentos destinados a durar a vida inteira (Sándor Márai - livro As Brasas - literatura húngara)




Viveram lado a lado desde o primeiro instante, como gêmeos no útero materno. Não precisaram fazer pactos de amizade como costumam fazer os garotos dessa idade que se lançam com paixão e ostentação a rituais ridículos e solenes, dessa forma inconsciente e grotesca com que o desejo se manifesta entre os homens, quando decidem pela primeira vez arrancar do resto do mundo o corpo e a alma de outra pessoa para possuí-la com exclusividade. O sentido do amor e da amizade estava todo ali. A amizade deles era séria e silenciosa como todos os grandes sentimentos destinados a durar uma vida inteira. E como todos os grandes sentimentos, também continha certa dose de pudor e culpa. Ninguém pode se apropriar impunemente de uma pessoa, subtraindo-a de todas as outras”.

Sándor Márai. Livro As Brasas. Companhia Das Letras

Comunistas transam melhor? documentário filme



Angela Merkel nua em pelo (e com um corpitcho de arrasar) numa praia comunista. Será?


Tudo muda com a queda do muro, em 1989, e a chegada da pornografia e da prostituição. Mas será que, pelo menos sexualmente, os comunistas eram mais felizes e não sabiam? Assista, é imperdível. Infelizmente não está disponível na rede com legendas em português, só em inglês.

O documentário Liebte der Osten Anders? (“Comunistas transam melhor?”, na tradução do título em inglês), dirigido em 2006 por Andre Meier, parte da premissa, comprovada estatisticamente, de que no lado comunista do muro de Berlim as pessoas faziam mais e melhor sexo que do lado capitalista, e tenta explicar por quê. É surpreendente descobrir que, apesar da censura e da proibição da pornografia, os alemães orientais (e sobretudo as alemãs) tinham mais liberdade sexual do que os ocidentais. Mais orgasmos, inclusive.
A principal razão, defende Meier, é que, até a descoberta da pílula, as comunistas eram mais independentes do que as comportadas alemãs do lado capitalista. Durante a Segunda Guerra, com os homens no front, as mulheres alemãs foram obrigadas a ir à luta para sustentar a família e aprender tarefas consideradas “masculinas”, como construir casas. Depois que eles voltaram, porém, enquanto na República Federal da Alemanha (capitalista) as mulheres retornaram às prendas domésticas, na República Democrática da Alemanha (comunista) elas continuaram trabalhando fora. No final dos anos 1960, uma em cada três mulheres trabalhava fora na Alemanha Ocidental; do lado Oriental eram 70%. Historiadores e sexólogos defendem no documentário que este papel protagonista da mulher influía positivamente em sua vida sexual.
“Em nenhuma área a emancipação feminina avançou tanto quanto na sexualidade. As mulheres davam as regras na cama. Isso era muito típico da Alemanha Oriental”, diz um especialista ouvido no filme. “Mais tarde as alemãs orientais foram reduzidas a caricaturas, mas eram elas que usavam as calças”, afirma outro. Ele fala isso e eu penso imediatamente em Angela Merkel, a toda poderosa chanceler que cresceu do lado comunista. Merkel foi beneficiada por uma emancipação que começara já no pós-guerra. Ou seja, quando as ocidentais passaram a lutar para conquistar espaço no mercado de trabalho, a maioria das orientais já possuía uma carreira.
Outros fatores para a liberação, por incrível que pareça, partiram do Estado comunista. Se do lado capitalista não houve educação sexual nas escolas até meados dos anos 1960, em 1962 os alemães orientais já assistiam programas sobre o assunto na televisão, voltados para crianças. Na Alemanha Oriental o casamento perdeu muito cedo a função de legitimar a sexualidade. Homens e mulheres também dividiam as tarefas do lar, bem antes de que isto se tornasse uma questão no Ocidente. O aborto foi legalizado na Alemanha comunista em 1972! Os alemães orientais sofriam a repressão do Estado, mas não a da igreja como os ocidentais, com efeito enorme sobre a sexualidade. Livres da religião, os/as comunistas se dedicavam sem culpa aos prazeres da carne. A alcova não era alvo da Stasi, a temida polícia secreta.
De acordo com o documentário, nos anos 1970 e 1980 os heterossexuais gozavam de liberdade sexual quase plena na Alemanha Oriental. O mais importante sexólogo do lado comunista, Siegfried Schnabl, deu a deixa em uma entrevista: “Lenin disse que sob o comunismo não deveríamos aspirar ao ascetismo e sim aos prazeres da vida. Isso inclui uma vida amorosa satisfatória”.
Outro aspecto interessante é que, do lado comunista, a prática do nudismo era amplamente aceita e começava no seio familiar (leia aqui uma reportagem sobre o tema publicada pelo jornal britânico The Telegraph). Isso explicaria a foto que circulou na rede da senhora Merkel nua numa praia da Alemanha Oriental durante a juventude –há dúvidas se é ou não a chanceler, mas que parece, parece.

Tudo muda com a queda do muro, em 1989, e a chegada da pornografia e da prostituição. Mas será que, pelo menos sexualmente, os comunistas eram mais felizes e não sabiam? Assista, é imperdível. Infelizmente não está disponível na rede com legendas em português, só em inglês.
Entendo que o diretor quis focar no mundo hetero e no feminismo, mas faço um reparo à ausência no filme do tema da homossexualidade, bastante reprimida pelos regimes comunistas de maneira geral –que o digam os cubanos. Outro documentário, Unter Männern — Schwul in der DDR (Entre homens – gay na RDA), de Ringo Rösener e Markus Stein, aborda o tema e conta que houve repressão à homossexualidade também na Alemanha Oriental. Mas não foi, parece, tão grave como o que ocorreu na URSS ou em Cuba. Pelo contrário, houve certa liberdade para os gays nos primeiros anos da Alemanha comunista, que descriminalizou a homossexualidade um ano antes que a Alemanha Ocidental. O próprio sexólogo Schnabl publicou textos onde defendia a existência dos homossexuais como “normal”.
Sem contar que aqueles beijaços na boca que o presidente alemão oriental Erich Honecker gostava de sapecar nos colegas comunistas eram meio homoafetivos, né não? Dizem que a comunistada saía correndo quando o Honecker aparecia. Bem, nem todos.
Texto extraído do blog..

A escrita do deus (Jorge Luis Borges...NOVA ANTOLOGIA PESSOAL)





A ESCRITA DO DEUS
(Por Jorge Luis Borges....Literatura argentina)

[...] Considerei que nas linguagens humanas existe proposição que não implique o universo inteiro; dizer o tigre é dizer os tigres que o geraram, os cervos e as tartarugas que devorou, o pasto, o céu que deu à luz a terra. Refleti que na linguagem de um deus toda palavra enunciaria essa infinita concatenação dos fatos, e não de um modo progressivo, mas imediato. Com o tempo, a noção de uma sentença divina me parece pueril ou blasfema. Um deus, pensei, só deve dizer uma palavra e nessa palavra a plenitude. Nenhuma voz articulada por ele pode ser inferior ao universo ou menos que a soma do tempo. Sombras ou simulacros dessa voz que equivale a uma linguagem e a todas as coisas que uma linguagem pode abranger são as ambiciosas e pobres vozes humanas, tudo, mundo, universo.

BORGES, Jorge Luis. Nova Antologia Pessoal. São Paulo: Companhia Das Letras, 2013, página 255.



A Nova antologia pessoal foi organizada pelo próprio Borges e publicada pela primeira vez em 1968. A coletânea reúne ensaios, poemas e prosa de ficção que o autor vinha publicando desde os anos 1930, entre os quais alguns de seus trabalhos mais célebres, como os contos “A Intrusa” e “Tlön, Uqbar, Orbis Tertius” e os poemas “Everness” e “Junin”. Traz também um conjunto de textos sobre literatura que atesta o brilhantismo de Borges como leitor e crítico literário. Em sua vasta atividade crítica, a organização de inúmeras antologias teve papel decisivo. Por meio delas, com os achados e a seleção de sua alta inteligência, fecundou seu ambiente literário, abrindo-o para traduções inéditas. Suscitou o diálogo com textos raros, desconhecidos ou reinventados; renovou o repertório dos autores considerados clássicos. Como antologista da própria obra, Borges não foi menos rigoroso. Tinha autocrítica severa com relação aos poemas da primeira juventude e vivia a reescrever os próprios textos. Esse trabalho pode ser visto na Antologia pessoal, originalmente de 1961, publicada pela Companhia das Letras na coleção Biblioteca Borges em 2008, e agora na Nova antologia pessoal.  Mais generosa que a primeira, a Nova antologia traz um volume maior de textos e assuntos. A perplexidade metafísica, a memória dos mortos que se perpetua nos poemas, as imagens cifradas de uma língua pretérita, a linguagem, a pátria, o destino paradoxal dos poetas - esses e vários outros temas são nela recorrentes.  A exemplo da anterior, esta antologia forma um caleidoscópio, em que pedacinhos de vidro recombináveis fantasiam as múltiplas faces da totalidade. Como afirma o professor Davi Arrigucci Jr., integrante da comissão editorial da Biblioteca Borges: “Os textos em prosa e verso aqui reunidos podem ser fragmentos de espelhos onde se repetem os passos do autor cujo rosto desejamos reconhecer”.