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segunda-feira, 26 de março de 2012

Escrevendo com sangue e lendo com o espírito: Literatura engajada.

Dedicado ao Clube de Leitura da Livraria Travessa do Ouvidor pelo seu aniversário de 1 ano de existência. Muitas leituras e discussões profundas e calorosas foram realizadas nesse período de literatura engajada.

Parabéns ao grupo e aos participantes fiéis desde a gênese, pois eu ainda sou novo no pedaço.
É muito gratificante ler e aprender com os livros e estilos de diversos mestres que realizam a dança das palavras. Escritores e leitores mexem num dicionário para dar potência à algumas palavras em detrimento de outras e nessa jornada mágica das letras moventes, elaboramos um saber exotérico para dar conta da vida portadora de tragicidade caósmica. Escritores e leitores manipulam "procedimentos" literários que levam a linguagem a um limite, no entanto, limite nesse caso,não tem significação de fronteira, de limitação. Limite nesse contexto, significa grau de potência (Nietzsche e Espinosa) que leva a linguagem ao seu máximo de potência de intensidade. Ler e escrever com amor, significa atingir a enésima potência da linguagem para dar a linguagem um caráter trágico e racional. Isso implica em fazer a linguagem atingir o limiar da intensidade.
Nietzsche sintetiza todo o nosso tesão por alguns escritores sagrados, porém, humanos demasiado humanos:
"De tudo aquilo que se escreve, só me agrada o que alguém escreveu com seu sangue. Escreve com sangue e descobrirás que o sangue é espirito. F. Nietzsche. Assim Falava Zaratustra".
Com carinho e louvação aos colegas leitores, desbravadores e herdeiros da terra de todas as palavras lidas, proferidas e discutidas nesses 360 dias de espiritualidadeliterária.
Joevan Caitano (Joe)

domingo, 18 de março de 2012

HISTÓRIA DA LITERATURA BRASILEIRA: Da Carta de Caminha aos contemporâneos. Autor: Carlos Nejar

HISTORIA DA LITERATURA BRASILEIRA-CARLOS NEJAR


COMPREENDENDO UMA LITERATURA EM CONSTANTE MOVIMENTO. Em edição revista e ampliada, Carlos Nejar - membro da Academia Brasileira de Letras - apresenta o vasto panorama desde os primórdios de nossa literatura até os escritores contemporâneos, construído por meio de uma análise segura, erudita e, principalmente, apaixonada. A obra nasce de uma proposta inovadora: elaborar uma visão que se distancie do “excesso da permanência do Modernismo” e que deixe de conceder importância excessiva à linguagem, valorizando a relação do texto com a vida.



  • Nº Páginas
    1015 Págs.



  • Ano: 2011
  • Dimensões:
    16 x 24 x 7,5 cm





  • Tipo de Encadernação:
    Brochura





  • História da Literatura Brasileira é resultado de um criterioso trabalho de pesquisa,. O livro tem alcance abrangente, indo de Pero Vaz e Caminha – cuja “carta fundadora” dá nome ao primeiro capítulo - até autores contemporâneos.
    A nova versão da obra traz quatro novos capítulos, que abordam a ficção produzida na década de 1960; a obra de Ariano Suassuna; uma síntese dos autores teatrais, dos primórdios até “a sombra prodigiosa de Nelson Rodrigues”, e nomes representativos da poesia brasileira nas décadas de 1960 e 1970. Assim, o leitor tem acesso a uma história completa e atual, em que figuram ícones como Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade, Manoel Bandeira, e também os autores das gerações seguintes, como Moacyr Scliar, Adélia Prado, Raduã Nasssar e Paulo Leminski. Completam o volume observações, um texto sobre ensaístas, memorialistas, críticos, tradutores; extensa bibliografia e um índice onosmático.
    O livro segue as tradicionais classificações que agrupam a produção literária em períodos como romantismo, realismo, naturalismo e modernismo. Entretanto, Carlos Nejar concentra seu foco antes no escritor mais que nos gêneros ou nas escolas literárias. Sendo ele também ficcionista e poeta, além de crítico e tradutor, acredita que sua condição de escritor faz de sua “História da Literatura Brasileira” uma obra singular exatamente por tratar-se de um autor analisando outros autores, alguém que conhece intimamente a dinâmica da produção artística.
    Esta edição inclui nomes já consagrados como Rubem Fonseca, João Ubaldo Ribeiro, Nélida Piñon, Silviano Santiago, Lya Luft, além de poetas José Carlos Capinam, Olga Savary e Bruno Tolentino. Também inclui a dramaturgia e seus expoentes, compreendendo que esta produção tem um lugar de destaque na cultural nacional. 
    CARLOS NEJAR COMENTA A SEU LIVRO  "HISTÓRIA DA LITERATURA BRASILEIRA":