CINE JOE é um espaço dedicado à literatura e as imagens Da Luz. Espaço portador de cardápios cinematográficos em conectividade com literatos que promovem a dança das palavras. A copulação mágica entre essas duas artes, nos proporciona intelecção, gozo e fruição estética.
Joevan Caitano é mestre em musicologia pela UFRJ e foi pesquisador de cinema no CCBB Rio com o apoio do CINEAD (Prof. Dr. Adriana Fresquet) e da pós graduação na ECO-UFRJ (prof.Dr Consuelo Lins).
Uma Macedônia dilacerada pela guerra serve como pano de fundo para três narrativas: Palavras, na qual um monge se apaixona por uma garota refugiada, Rostos, em que uma fotógrafa se vê dividida entre o marido e o amante e Imagens, que mostra o retorno do premiado fotógrafo Aleksander à sua nativa Macedônia. Poético e visceral, um belo retrato sobre relacionamentos e amores.
Em meio aos conflitos étinicos-religiosos entre os Macedônios ortodoxos e mulçumanos Albaneses, Antes Da Chuva encontra três histórias:
Em Palavras Kiril, um jovem monge vive em um monastério medieval isolado nas montanhas. Sua rotina é quebrada com a chegada de Zanira, uma menina albanesa, que é perseguida por um grupo que a acusa de ter matado um parente. Kiril a esconde sem o conhecimento dos superiores e é expulso do monastério.
Em Rostos, Anne é editora de uma agência de fotos, em Londres. Ela se vê dividida entre dois homens: Nick, seu fiel marido e Aleksander, um exótico fotógrafo de guerra. Mas um incidente em um restaurante muda tragicamente sua vida.
Em Imagens, Aleksander é um premiado fotógrafo que decide voltar para seu país, a Macedônia. Idealista, ele viaja e reencontra seus parentes. Presencia a intolerância, uma guerra fraticida e cruza o caminho de Kiril e Zamira.
Informações TécnicasTítulo no Brasil: Antes da Chuva Título Original: Before the Rain País de Origem: Macedônia / França / Reino Unido Gênero: Drama Tempo de Duração: 113 minutos Ano de Lançamento: 1994 Site Oficial: Estúdio/Distrib.: Lume Filmes Direção:Milcho Manchevski
Recomendo que leiam o capítulo I "A TEOLOGIA MATERIALISTA DE KRZYSZTOF KIESLOWSKI: Mandamentos deslocados, páginas 19 a 78, Livro ENSAIOS SOBRE O CINEMA MODERNO, Autor: Slavoj Zizek
SINOPSE:
Em 1988, o diretor Krzysztof Kieslowski (1941-96) realizou a minissérie de televisão O Decálogo, em dez episódios. Apesar de inspirados nos Dez Mandamentos, nenhum dos capítulos traz o preceito religioso indicado, tendo apenas o número como indicação no título original. O filme foi consagrado no 46º Festival de Veneza como uma obra-prima. A série nunca saiu em vídeo. Nos Estados Unidos, em 2000 foi apresentada no circuito de salas de arte com sucesso notável de crítica e público. Em toda a série foi utilizada a mesma equipe técnica, com apenas uma exceção marcante: o diretor de fotografia, diferente a cada episódio. Para se situar melhor, é bom para o colecionador entender o momento que a Polônia, país intensamente católico, vivia quando a obra foi realizada, ainda sob o jugo do regime comunista. Kieslowski apresenta uma maneira particular de filmar, sempre atento a detalhes - um copo que cai, um menino olhando uma pomba, uma goteira no hospital - com uma extraordinária sensibilidade, que parece ser única entre seus contemporâneos. O trabalho dos atores é de uma enorme naturalidade, sem jamais cair nas armadilhas clichês do telefilme americano. Embora praticamente todas as histórias tenham um final surpreendente ou irônico, elas constituem antes de tudo um grande painel do comportamento humano. No contraponto ao que o cinema norte-americano nos ensinou a ter certas expectativas, Kieslowski surpreende sempre - de forma tão extraordinária, tão pouco usual e infelizmente ainda quase desconhecida - que fica difícil escolher um preferido. Este filme singelo e delicado é das mais belas histórias de amor ao cinema.
Decálogo 1 (53 min.)
O primeiro episódio trata das emoções a que o ser humano está exposto durante sua passagem pela Terra. Neste, um professor universitário que acredita na razão e nas forças das leis da ciência, convive com seu filho de 10 anos, dividido entre a crença científica paterna e a fé religiosa de uma tia.
Decálogo 2 (57 min.)
Mulher engravida de seu amante e resolve abortar, caso seu marido, gravemente enfermo, se recupere. Uma reflexão profunda sobre morte e uma nova vida, quando elas conflitam entre si, e a visão do grande diretor polonês.
Decálogo 3 (56 min.)
Para procurar seu marido, desaparecido durante a véspera do Natal, mulher pede ajuda a um antigo amante, relembrando, durante o encontro, o relacionamento tumultuado que tiveram no passado.
Decálogo 4 (56 min.)
O relacionamento afetuoso entre um viúvo e sua filha de 20 anos sofre alterações quando esta descobre, por meio de cartas escritas pela mãe, que ele não é seu verdadeiro pai.
Decálogo 5 (57 min.)
Um crime ocorrido em Varsóvia une três personagens: um desocupado, um taxista e um advogado em início de carreira. Episódio que deu origem, posteriormente, ao longa Não Matarás.
Decálogo 6 (58 min.)
Jovem tímido declara seu amor a uma vizinha e fica decepcionado ao descobrir que ela encara com extrema liberdade uma possível relação entre eles. Foi posteriormente transformado no longa Não amarás.
Decálogo 7 (55 min.)
Garota entrega sua filha para a avó criar, e se passa por sua irmã. Quando a criança está com 6 anos, a verdadeira mãe resolve aproximar-se, levantando antigas mágoas entre as duas mulheres.
Decálogo 8 (55 min.)
Pesquisadora judia encontra-se com uma professora de Ética da universidade que, há 45 anos, negara-lhe ajuda durante a Segunda Guerra Mundial, pois sendo católica, não podia cometer falso testemunho.
Decálogo 9 (58 min.)
Ao descobrir que o marido é impotente, mulher envolve-se co um jovem amante, criando uma situação conflituosa para si e seu marido.
Decálogo 10 (57 min.)
Com a morte de um filatelista que em vida mal se dedicava a sustentar a família, uma verdadeira fortuna em selos é descoberta. Seus dois filhos são obrigados a tomar medidas de segurança para proteger a inesperada herança.
Recomendo que após assistir o filme dessa TRILOGIA DAS CORES, assista o depoimento da profa nos EXTRAS do DVD. Dra. Andrea França do departamento de cinema da PUC. Ela fez uma dissertação de mestrado sobre esse diretor polonês, por isso, ela fala com muita profundidade sobre essa trilogia.
A Versátil, sob licença da tradicional produtora francesa MK2, tem o prazer de apresentar a edição definitiva de A Igualdade é Branca, com a versão restaurada do filme no formato widescreen anamórfico, além de quase uma hora de extras, incluindo entrevistas, especiais e cenas comentadas. A Igualdade é Branca é a segunda parte da monumental Trilogia das Cores, do mestre polonês Krzysztof Kieslowski; que tem como tema as cores e os lemas nacionais da França: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. O polonês Karol casa-se com a francesa Dominique e muda-se para Paris. O casamento não dá certo e Dominique pede o divórcio. Karol passa a viver como mendigo na capital francesa. Após muitos contratempos, ele volta para Polônia, onde consegue enriquecer e, ainda apaixonado, trama uma inusitada vingança contra a ex-esposa.
Informações Técnicas Título no Brasil: A Igualdade é Branca Título Original: Trzy kolory: Bialy País de Origem: França / Polônia / Suíça Gênero: Drama Tempo de Duração: 91 minutos Ano de Lançamento: 1994 Site Oficial: Estúdio/Distrib.: Versátil Home Vídeo Direção:Krzysztof Kieslowski